terça-feira, 26 de julho de 2011

Danças Circulares Sagradas.

A dança sempre esteve presente em todos os povos. A dança circular nos convida a dar  as  mãos  e juntos darmos os nossos  passos, usando o nosso potencial e respeitando o outro, equidistantes do centro nos aproximamos e voltamos  ao nosso lugar... Uma deliciosa e simples terapia em grupo para se encontrar silenciosamente consigo, com o outro, com o Sagrado que existe em nós. 


A primeira formação que o ser humano adotou no desenvolvimento da vida grupal e social foi a roda. Culturas antigas e culturas ligadas a terra perceberam a especialidade da forma circular para o estar e fazer junto.

Uma atividade que traz reflexão pessoal, ritmo, perceber e respeitar a si mesmo e ao outro. Traz integração, motivação. Diminui a ansiedade e melhora a concentração. Bom para estimular equipes no trabalho em cooperação no lugar de competição.




O Professor Reflexivo!

Pensar é começar a mudar. Todo ser, porque é imperfeito, é passível de mudança, progresso, aperfeiçoamento. E isso só é possível a partir de uma reflexão sobre si mesmo e suas ações. A avaliação da prática leva a descobrir falhas e possibilidades de melhoria. Quem não reflete sobre o que faz acomoda-se, repete erros e não se mostra profissional.
No caso do professor, isso assume conotação mais grave. Ele lida com gente, crianças e jovens que podem ser afetados por uma conduta inadequada e conceitos errôneos. O professor prático reflexivo nunca se satisfaz com sua prática, jamais a julga perfeita, concluída, sem possibilidade de aprimoramento. Está sempre em contato com outros profissionais, lê, observa, analisa para atender sempre melhor ao aluno, sujeito e objeto de sua ação docente. Se isso sempre foi verdade e exigência, hoje, mais do que nunca, não atualizar-se é estagnar e retroceder.

A velocidade das mudanças, as exigências da tecnologia e do mercado de trabalho são tantas e tão rápidas que o profissional pode ser pego de surpresa em sua prática cotidiana. Notícias, fatos, mudanças podem chegar à sala de aula pela boca dos alunos, sem que o professor tome conhecimento. Quantas vezes, em alguns casos, o aluno supera o professor! Está melhor informado, conhece palavras e expressões modernas, sabe do último fato social ou político, não apresenta mais certos costumes e exigências.

O professor, fechado em si mesmo e confinado à sala de aula, às vezes, não percebe o mundo lá fora. Não tem tempo ou condições de acompanhar. Daí, quando fala ao aluno, este não entende, mostra-se alheio e desinteressado diante de uma linguagem esquisita e arcaica.

Para cobrir essa lacuna e distância entre aluno e professor, só mesmo a reflexão: o que faço o que digo tem ressonância, significado, importância para o aluno? "Refletir sobre o próprio ensino exige espírito aberto, responsabilidade e sinceridade" (Zeichner, 1993:17).

Volta das férias (Você sobreviveu?)

 

ANIME-SE!

Suas férias terminaram. E com elas toda pressão desse período. Onde a diversão é a cruel regra a ser seguida. Imposta como obrigatória aos que começam estes dias de folga.

As principais atividades esportivas praticadas nestas ocasiões são as chamadas partidas de futebol, onde tem até torcida. Porém uma torcida nada agradável, visto que devido a total falta de forma, jogamos no máximo dos fôlegos por uns dez minutos. A partir daí, nossa “habilidade” acaba marcando presença em campo, e no primeiro toque na bola provavelmente tropeçamos nela, torcendo o pé.

Não se culpe se isto aconteceu, pois as férias tiram o homem de seu habitat natural, jogando-o de encontro a uma natureza selvagem, que se encarrega de marcar sua pele com o calor do sol, salpicando seu corpo suado com areia e esvoaçando seus parcos fios de cabelo ao sabor dos ventos da brisa marinha, ressaltando ainda mais sua calvície.

São muitas as cobranças que sofremos, começando pelos pedágios, que se enfileiram pelas estradas, esperando o pobre viajante passar para pegarem uma fatia de seu salário. Lembrando-nos que mesmo em nossas férias o governo ainda consegue por a mão em nosso bolso.

Mas isso agora é passado. Os chinelos cheios de areia são trocados por confortáveis sapatos. As dúvidas frente aos cardápios dos diversos locais gastronômicos (com seus preços nada amistosos), dão lugar ao conhecido mural da empresa, com as já conhecidas informações e piadas que todo mundo sabe, mas não cansa de ler (por total falta de alternativas e para ocupar o tempo enquanto toma seu cafezinho).

As outroras conversas ao redor das mesas de bar sobre assuntos tais como: os capítulos das novelas, o BBB, ou de como seria o tempo no dia seguinte, entre tantos outros temas dos quais você ficava totalmente por fora, são novamente substituídos pelas reuniões setoriais, das quais tem total domínio sobre o assunto e consegue se sair bem em qualquer debate.

Voltando ao cardápio, que tanto ajudou a engorda-lo nesses últimos dias, causando-lhe verdadeira apreensão sobre os quilos adquiridos. “Pensa nele como uma saudosa lembrança, que agora não lhe atormentará mais, pois sabe que na cantina da empresa, encontrará sempre os mesmos tipos de pratos, variando apenas o seu ponto de cozimento entre “quase crus” ou praticamente queimados”, ou alternando entre “próximo ao insosso” ou “insuportavelmente salgado”. Podendo recomeçar tranqüilamente sua dieta.

Durante as férias, muitas foram às vezes em que teve de queimar os pés rumo a uma praia de águas salgadas e preços mais salgados ainda. Mas tudo isto ficou para trás. Está novamente no confortável recanto de sua sala, rodeado de suas rotinas, fazendo-o sentir-se outra vez útil à sociedade.

Enfim, o repouso acabou. Hora de voltar ao trabalho e mentir a vontade para seus colegas sobre as ótimas férias que teve. Sabendo que nos próximos vários meses, não terão que se preocupar com elas, apenas com as dívidas deixadas pelas mesmas.

È isso aí! voltamos contudoooo!!!




sábado, 23 de julho de 2011

Quando conheci os Jogos Cooperativos, há uns 5 anos, percebi que  eles representavam ferramentas interessantes que poderiam colaborar em meu trabalho, nas aulas de Educação Física. Entrando como co-adjuvantes, no processo de ensino - aprendizagem.
À medida que trabalhava com esses jogos, percebia o que Guillermo Brown quer dizer com a frase:
“Esses jogos são muito mais que jogos!"

Me apaixonei tanto que entrei na Pós de Jogos Cooperativos onde ainda estou cursando e que me faz crescer mais enquanto pessoa, percebendo que meus valores,  atitudes, pensamentos mudam ao mesmo tempo em que auxiliava pessoas a quebrar paradigmas em minhas atividades. Mas tive a colaboração dos educandos nesse processo em que me encontro, pois além de mostrar novas vivencias eu aprendo muito também a cada dia.
Quem trabalha com grupos sabe o quanto aprendemos com eles. E no que se referem aos Jogos Cooperativos, eles realmente transformam. Segundo Fábio Brotto: “Podemos vivenciar os Jogos Cooperativos como uma prática re-educativa, capaz de transformar nosso Condicionamento Competitivo em Alternativas Cooperativas para realizar desafios, solucionar problemas e harmonizar os conflitos”.

Nesse caminhar posso notar que quanto mais me envolvo com o a Pedagogia da Colaboração melhor focalizo um jogo e consequentemente os resultados também melhoram. Pois ainda estou em processo de construção.... e esse processo não tem fim!

Pois segundo Bronw, 2002, p. 25).
·                    A gente joga com os outros e não contra os outros.
·                    Joga para vencer desafios e obstáculos e não para derrotar os     outros.
·                    Busca a participação de todos.
·                    Dá importância a metas coletivas e não a metas individuais.
·                    Busca a criação e a contribuição de todos.
·                    Busca eliminar a agressão física contra os outros.
·                    Busca desenvolver as atitudes de empatia, cooperação, solidariedade e comunicação.

Se o Jogo Cooperativo está sendo utilizado como ferramenta de transformação e quebra de paradigmas é importante que quem o focaliza, esteja sim, muito envolvido com esse valor.

Na verdade, as pessoas que vivem e utilizam os Jogos Cooperativos passam a ter uma nova visão de si e do mundo. Segundo Fábio Brotto, os Jogos Cooperativos propõe um exercício de ampliação da visão sobre a realidade da vida refletida no jogo. Percebendo os diferentes estilos do jogo-vida é possível escolher com consciência o estilo mais adequado para cada momento. Nós jogamos de acordo com nosso jeito de ver-e-viver cada situação.

O ser humano age de acordo com suas crenças e valores. Ele vai responder ao meio que o cerca baseado em seus programas e condicionamentos internos. Segundo Brotto, teríamos 3 formas de ver (perceber) as situações da vida e portanto 3 formas de viver (agir) em nossa vida.
Confira na tabela abaixo, três Jeitos de ver-e-viver o jogo da vida.
Brotto, 2001 - Jogos Cooperativos - O Jogo e o Esporte como um Exercício de Convivência - pg.61
Portanto, um Jogo Cooperativo pode proporcionar muito mais do que imaginamos na vida de alguém. Quem o vivencia pode ter novas atitudes, trilhar novos caminhos e até conquistar uma nova vida, assim foi comigo.

Cooperação é uma forma de composição de uma sinfonia na qual cada nota tem sua posição distinta e sua tarefa de completar a visão de outras notas na criação da sinfonia".
(Saraydarian, 1990).

Referencias:
BROWN, Guillermo. Jogos Cooperativos: Teoria e Prática. 4ª ed. São Leopoldo, RS: Editora SINODAL, 2002.
SARAYDARIAN, Torkom. A Psicologia da Cooperação e Consciência Grupal. São Paulo: Editora AQUARIANA, 1990. 
Textos  "Entendendo os Jogos" da edição 5 do ano I da Revista Jogos Cooperativos.


Como ir além dos Jogos?



Em primeiro lugar, é preciso saber qual o objetivo a ser alcançado com aquele jogo (Lazer? Quebra-gelo? Integração? Sintonia? Estabelecer confiança? Demonstrar Conceitos?...) para que vou usar esse jogo?

É possível aplicar um jogo pelo simples prazer de jogar, reforçando a auto-estima, o compartilhar, o desenvolvimento de competências, a união, a confiança, etc.

Sabemos que o jogo traz em si um espaço para a aprendizagem podendo ter seu efeito potencializado, proporcionando aos "jogadores"algo mais ! Partindo de uma experiência concreta, que gera uma aprendizagem ativa, podemos ilustrar pontos de um curso, aula, treinamento, oficina, palestra, etc... Já disse

Paulo Freire: "O homem não aprende apenas com sua inteligência, mas com seu corpo e suas vísceras, sua sensibilidade e imaginação."

Portanto, num processo de aprendizagem o ideal é vivenciar para depois compreender, pois, jogando, estamos simulando diversas situações, e desta forma podemos gerar o famoso "insight" ou como dizemos aqui no Brasil - "cair a ficha".

Quando o participante se envolve no Jogo, ele o analisa criticamente e extrai algum tipo de "insight", aplicando seus resultados na vida prática. Podemos dizer, neste caso, que ocorreu uma "Aprendizagem Vivencial".

Carl Rogers (1972) identifica a Aprendizagem Vivencial como um tipo de aprendizagem que tem como especificidade ser "plena de sentido" e apresenta suas características:

"Envolvimento pessoal -  a pessoa inclui-se no evento da aprendizagem tanto no aspecto afetivo quanto cognitivo;
É auto-iniciada - Mesmo com estímulos externos, o senso de descoberta, de captar, de compreender, vem de dentro;
É penetrante - por suscitar modificação no comportamento, nas atitudes;
É avaliada pelo participante que sabe se a aprendizagem está indo ao encontro de suas necessidades;
É verificada pelo elemento de significação que traz ao participante. “Significar é a sua essência.”

Este processo de transformar a experiência em ação, normalmente não ocorre sozinho, as pessoas necessitam de um tempo de processamento, para tirar conclusões e fazer associações com sua vida. Neste momento, o Focalizador tem papel fundamental, pois é através de sua mediação que o participante pode ir mais fundo em sua reflexão.

Portanto para que ocorra aprendizagem é fundamental cuidar do processamento do jogo.

Moscovici(1995) propõe neste momento a utilização do Ciclo de Aprendizagem Vivencial, que busca a participação ativa do grupo e a vivência plena no processo.

A autora descreve esse ciclo como: a experiência concreta por meio de uma atividade; a análise dessa experiência, através do compartilhamento de observações, sentimentos e reações; a busca da conceituação, pelo entendimento das semelhanças e diferenças observadas no grupo; a aplicação dessas descobertas na vida real.
Esse ciclo, aplicado ao Jogo, marca as seguintes fases:

1a Vivência - a atividade por meio da experiência concreta: o ato de jogar e se deparar com algo que leve os participantes ao novo;

2a Relato - a análise dessa experiência: através do diálogo e da reflexão dentro do grupo como um todo ou em duplas, trios, etc. Pode ser aberto ou estimulado por questões levantadas pelo focalizador. Fique atento para que todos que desejem, tenham oportunidade de falar. Cuidado com participantes que "falam demais" tomando todo o tempo do grupo;

3a Processamento - a busca da conceituação: associada à fase anterior por meio do entendimento das semelhanças e diferenças e associação da vivencia com padrões de comportamento no grupo e a sistematização da experiência vivida. Cuidado com respostas e/ou colocações prontas, fechadas e com a indução. Vale lembrar, que quem participa do jogo, tem sua bagagem, assim como, valores e crenças que nem sempre são os do Focalizador ou de outro participante e que devem ser respeitadas.

4a Generalização - associar a experiência com o dia-a-dia: fazer um breve paralelo, com a realidade, mantendo o foco no tema e no momento do grupo. O Focalizador está exercendo o papel de mediador, para proporcionar uma reflexão onde cada um processe a vivência a partir de suas experiências anteriores.

5a Aplicação - a proposta de aplicação dessas descobertas na vida real: ocorre uma síntese das reflexões e a proposta das aplicações dessas reflexões ao seu dia-a-dia.

Segundo Maria Rita M. Gramigna (1995), quando as pessoas vivenciam um jogo em todas as fases propostas, elas têm melhor chance de alcançar a aprendizagem por trabalharem, de forma harmônica, os dois hemisférios cerebrais.

Estimulamos o acionamento do hemisfério direito nas fases da vivência e do relato de sentimentos e o esquerdo nos momentos de avaliação, análise e analogias.

Ao fechar o Ciclo de Aprendizagem Vivencial, o comportamento final não somente estará pautado no racional, mas também no emocional, buscando assim, resgatar o ser humano integral.

                                                                                                                extraído da seção "Entendendo

Tipos e Categorias de Jogos II


 


Para David Earl Plats, classifica os Jogos Cooperativos quanto a sua finalidade como instrumento de aprendizagem, integração e visão sistêmica. Sendo assim teríamos os Jogos de Quebra-gelo e Integração, os Jogos de Toque e Confiança, os Jogos de Criatividade, Sintonia e Meditação e os Jogos de Fechamento.
Vamos a eles:
Jogos de Quebra-gelo e Integração: São jogos de abertura, nomes, ação, folia, musicais e com dança. São jogos curtos e com altas doses de ação e gasto de energia. Servem para unir o grupo desde o início da sessão, ajudando os participantes a memorizar o nome de cada um, começar um contato e se descontraírem. Os jogadores se soltam, aquecem, descarregam as tensões físicas e superam reservas pessoais. Devem ser usados nas primeiras fases de desenvolvimento do grupo, no início de cada reunião, após intervalos e todas as vezes que o focalizador sentir que a energia e motivação da equipe estão diminuindo.
Dicas para o focalizador:
*Torne pessoal, mantenha pessoal, seja pessoal.
*Crie um espaço seguro e convide as pessoas para ele.
*Modele – mostre o que você espera da equipe.
*Quando trabalhar com co-focalizador, combine antes quem faz o que – divida as tarefas igualmente.
*Respeite a estrutura das pessoas.
*Evite negociar o que não for negociável.
*Seja mais generalista do que detalhista.
*Seja flexível e mostre aos participantes que existe a possibilidade de mudança.
*Mostre que percebeu os distúrbios.
Jogos de Toque e Confiança: Depois que o gelo foi quebrado, o objetivo do treinamento ou vivência pode começar a ser gradualmente trabalhado. Estes jogos ajudam os participantes a observar como lidam com a confiança em suas vidas. Conforme as pessoas forem se abrindo podemos passar aos exercícios de toque. Os jogos de toque e confiança devem ser utilizados com bastante cuidado, o focalizador deve estar atento ao momento do grupo e às reações de cada participante, assegurando-se de que o momento é este, pois eles podem disparar processos psicológicos internos.
Dicas para o focalizador:
*Seja sensível aos seus próprios processos psicológicos.
*Segure o foco sutilmente – seja direto e facilite.
*Encoraje e dê suporte a responsabilidade interna do grupo – faça com que eles sejam menos dependentes dos focalizadores.
*Dê mais de si mesmo.
*Esteja preparado para flexibilizar seus planos e para mudanças espontâneas.
*Evite reagir ao grupo – nesta fase você pode estar sendo
testado.

*Mantenha o foco no assunto do trabalho.
*Evite guiar os participantes e dar soluções prontas.
Jogos de Criatividade, Sintonia e Meditação: São jogos que estimulam a expressão da imaginação, intuição e criatividade. Nestes jogos os participantes podem se autoperceber e mostrar abertamente aos outros o que descobriram acerca de si mesmos e do grupo. Os participantes também fazem contato com seu próprio interior e com o grupo, percebendo o "maior" em todos os níveis. Neste momento o grupo já está completamente integrado, trabalhando junto e com plenas condições de aprofundar e introjetar o que foi visto até agora.

Dicas para o focalizador:
*Encoraje os participantes a serem positivos e procurarem soluções.
*Dê ferramentas que eles possam usar e levar para casa.
*Reforce o suporte do grupo.
*Trabalhe com perdão, amor.
*Evite dar falsas esperanças.
*Mantenha o foco original, evitando começar a trabalhar um novo assunto agora.
Jogos de Fechamento: Estes jogos servem para dar às pessoas a chance de se posicionarem em relação ao grupo e a si mesmas, transferindo o que fizeram no treinamento ou vivência para o seu dia-a-dia.
Dicas para o focalizador:
*Assegure-se de que o assunto está realmente fechado e que os participantes têm consciência de que o treinamento ou a vivência terminou.
*Evite continuar com assuntos anteriores.
*Ponha os pés do grupo no chão, tenha certeza de que eles estão preparados para ir embora.
*Termine sempre com uma nota positiva.
*Se o treinamento ou vivência disparou algo em um dos participantes que ainda não pode ser trabalhado ou concluído, feche com os outros participantes e a seguir trabalhe com o remanescente até encerrar o assunto.

Tipos e Categorias de Jogos I

Flavia BertoliExtraído do livro  Esportes Cooperativos, Fernando Soller
Algumas pessoas mostram-se um tanto confusas quando falamos sobre os Jogos Cooperativos, elas não conseguem entender como pode haver um jogo onde não há vencedor e que mesmo assim seja motivante.
Segundo Orlick "o principal objetivo do Jogo Cooperativo é criar oportunidades para o aprendizado cooperativo e a interação cooperativa prazeirosa."
Em seu livro, ‘Vencendo a Competição’ - Orlick, classifica o Jogo Cooperativo em categorias, onde pratica-se a cooperação em todas elas, porém em diferentes graus. Dentro dessa ótica teríamos: O Jogo Cooperativo sem perdedores, Jogos de resultado Coletivo, Jogo de inversão, Jogos Semicooperativos.
Mas como funcionam essas categorias dos jogos?

Jogos Cooperativos sem perdedores
Nesses jogos normalmente não se tem perdedores, todas as pessoas jogam juntas para superar um desafio comum.

Jogos Cooperativos de Resultado Coletivo
São formadas duas ou mais equipes que incorporam o conceito de trabalho coletivo por um objetivo ou resultado comum à todos, sem que haja competição entre os times que necessitam de alto grau de cooperação entre si, assim como, cooperar coletivamente com os outros times para alcançar a meta.

Jogo de Inversão
Esses jogos quebram o padrão de times fixos e conseqüentemente mexem com a questão: Quem venceu? Trazem o prazer pelo jogo e não pela vitória.
Existem vários tipos de inversão o dependendo do tipo de jogo e das regras. Por exemplo:
Rodízio: Os jogadores trocam de times em determinados momentos, no final do lance, do saque ou arremesso, por exemplo.
Inversão do "Goleador": Quem faz ponto muda de time.
Inversão do placar: Os pontos são marcados para o outro time.
Inversão Total: Tanto quem faz ponto quanto os pontos passam para o outro time.

Jogos Semi - cooperativos
Esses jogos favorecem o aumento da cooperação no grupo e oferecem as mesmas oportunidades de jogar para todas as pessoas do time. Os times continuam jogando um contra o outro mas a importância do resultado é diminuída, a ênfase passa a ser o envolvimento ativo no jogo e a diversão.
Todos jogam: Com times pequenos, procura-se fazer com que todos participem e joguem o mesmo tempo.
Todos tocam/todos passam: Antes de tentar o ponto a bola precisa passar por todos os jogadores do time.
Todos marcam ponto: Para vencer o jogo cada jogador do time precisa ter marcado ponto pelo menos uma vez.
Passe misto: jogado com homens e mulheres onde a bola precisa passar alternadamente por homens e mulheres.
Resultado misto: Jogo com times mistos onde os pontos são marcados alternadamente por homens e mulheres.
Todas as posições:Todos os jogadores passam por todas as posições do jogo.
Orlick, relata que os Jogos Cooperativos sem perdedores, os de Resultado Coletivo e os de Inversão são prontamente aceitos pela maioria dos grupos etários, enquanto os jogos de resultado coletivo não o são, especialmente em seus estágios iniciais de introdução. Por isso um importante ponto a se ter em mente ao se introduzir quaisquer atividades cooperativas é adaptar a tarefa para que apresente um desafio apropriado ao grupo e as pessoas.

Jogo Desenhos com as Cadeiras